O fim das máscaras nas escolas!

Gestão Pedagógica

O fim das máscaras nas escolas! Mais um passo ao qual precisaremos prestar atenção.

Anteriormente, nas últimas postagens, conversamos sobre um desafio pedagógico que está sendo enfrentado por professores e professoras de todo o Brasil desde a volta às aulas presenciais: a recuperação de defasagens de aprendizagem causadas pela pandemia.

Mostramos o que podemos aprender com os resultados do Saresp 2021 e falamos sobre a importância de planejar a recuperação das defasagens de aprendizagem a partir de dados concretos sobre o estágio de desenvolvimento dos alunos.

Hoje, vamos abordar um novo desafio, só que desta vez, emocional: o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas.

Os nossos alunos e alunas estão prontos para isso?

E nós, professores e professoras, estamos prontos para essa nova etapa?

Insegurança

É natural, depois de tantas mortes causadas pela Covid-19, que todos ainda se sintam inseguros em retornar a ambientes fechados sem o uso de máscaras.

Muitos alunos e alunas perderam familiares para a doença. Muitos educadores e educadoras também.

O próprio retorno ao espaço físico da escola aconteceu cercado de muita insegurança. E a possibilidade de abolir o uso de máscaras pode aumentar ainda mais o sentimento de desconforto e a incerteza.

É possível manter as máscaras?

Um primeiro ponto importante a destacar é que o decreto estadual sobre o uso de máscaras não obriga as escolas a abolirem essa medida. Na verdade, torna esse uso opcional.

Cada escola, portanto, pode tomar a sua decisão a respeito do tema. É justamente aí que podem surgir problemas, não só com alunos e alunas e seus familiares, mas também com educadores e educadoras.

Toda comunidade tem pessoas que pensam de formas diferentes. Alguns podem querer abolir as máscaras imediatamente, enquanto outros preferem mantê-las por mais algum tempo. Qualquer decisão que a direção escolar adote tem potencial para gerar insatisfação em um grupo, ou em outro.

Como lidar com essa questão?

A melhor maneira de administrar essa mudança – e que, aliás, serve como regra para todas as mudanças futuras nesse processo de volta aos ritmos pré-pandemia – é tornar a transição o mais suave possível.

Uma maneira de suavizar a situação é garantir quatro pilares básicos no ambiente

escolar: segurança, empatia, previsibilidade e confiança.

Envolvimento das famílias

A reconstrução das relações escolares baseadas nesses quatro pilares é um trabalho lento, que vai se desenvolver ao longo deste semestre. Um passo inicial, nesse sentido, é envolver as famílias no processo de esclarecimento das decisões adotadas.

É importante explicar aos pais e mães os passos que estão sendo adotados, esclarecer os motivos dessas decisões, e conquistar o apoio deles no sentido de transmitir confiança aos filhos.

Segurança

Os alunos precisam se sentir seguros na escola. Por isso, mesmo que a decisão da escola seja pela abolição das máscaras, num primeiro momento é importante manter as medidas de higienização constante das mãos e distanciamento social.

Médicos infectologistas têm defendido que, antes de abolir as máscaras, seria prudente aguardar algumas semanas para observar a evolução do quadro de contaminações.

Se for possível fazer isso na sua escola, pode ser um bom passo no sentido de sinalizar a preocupação da unidade escolar com a segurança de todos e tornar gradual a abolição do uso de máscaras.

Também vale destacar que aqueles que preferirem, podem continuar a usar esse equipamento de segurança.

Empatia

A capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir as dores que o afetam será fundamental nesse momento em que tantas pessoas pensam de maneiras diferentes.

Estimule sua equipa pedagógica a trabalhar a empatia entre os alunos para que todos possam acolher aqueles se sentem mais vulneráveis e respeitar decisões diferentes.

Lembre-se: não há apenas um lado certo e outro errado nas disputas envolvendo as questões da pandemia. Todos têm suas motivações e crenças. É fundamental reconhecê-las como válidas, sem que precisemos compartilhá-las.

Previsibilidade

Aprender a se comunicar em épocas de crise é fundamental para evitar atritos. Depois de conversar com as pais e mães, estabeleça datas para os próximos passos na adoção de novas medidas na escola e comunique esse cronograma.

A previsibilidade favorece a compreensão, uma vez que todos podem sabem o que vai acontecer e podem ir se acostumando com a ideia das novas medidas que entrarão em prática.

Confiança

A relação de confiança é fundamental para garantir o apoio de toda a comunidade escolar. E também é fruto de um trabalho bem feito em todos os outros três pilares.

Quanto mais seguros se sentem, quanto mais previsíveis e justificadas são as decisões da escola, maior a confiança. Especialmente se o trabalho de desenvolvimento da habilidade da empatia for bem feito.

Não deixe de navegar pelo nosso blog. Ele traz muitas outras dicas e posts que podem ajudar gestores e gestoras, educadores e educadoras a atravessar essa fase de retomada das aulas presenciais.

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