Modelos de educação: qual perfil de família sua escola atende?

Gestão Escolar

Com a evolução dos modelos de educação, é natural que surjam escolas entre as mais diversas propostas de ensino, desde as tradicionais até as altamente flexíveis. Em resumo, elas atendem a 4 perfis de famílias que buscam na escola um reflexo de suas crenças e valores.

Conhecer esses perfis é essencial para atender às expectativas dos pais que esperam da escola uma determinada postura diante da educação de seus filhos.

Os valores familiares devem ser considerados com cautela e empatia pois fazem parte da cultura já presente na vida da criança. Porém, da mesma maneira, as necessidades e o contexto particular dos alunos também não podem ser descartados.

Diante de tantas opções, é natural que os pais se sintam em dúvida sobre qual modelo e metodologia seguir. Portanto, cabe aos gestores e coordenadores direcioná-los a partir dos propósitos que a escola oferece. Neste diálogo, é importante considerar inclusive os pontos de divergência entre as duas partes.

Dessa forma, as famílias que efetuarem a matrícula estarão em sintonia quanto ao direcionamento de aprendizagem fornecido. Em consequência, será mais fácil desempenhar um trabalho de educação produtivo.

O ideal é que a vivência na escola sempre dê continuidade ao estilo da casa ao invés de se mostrar o seu oposto. A educação não pode ser contraditória!

Lembrando que não há certo e errado, conheça então os perfis familiares para entender quais se encaixam melhor no caso da sua escola!

 

Liberal

Esta família convive muito bem com as diferenças e desejam para seus filhos uma educação mais livre e questionadora.

Sendo assim, a autonomia e a criatividade são bastante valorizadas. Já o oposto é evitado, como rigidez de padrões, certas regras e convenções.

 

Disciplinada

Tradicionalista, espera que a escola estimule a responsabilidade e a obediência nos alunos. Portanto, prefere que os filhos aprendam a conviver com regras e limites.

Dentro de casa, o papel de cada um é bem  estruturado dentro de seus conceitos. O trabalho de esforço para se alcançar objetivos, tende a ser valorizado.

 

Tecnicista

Focada no conteúdo, especialmente o preparatório para resultados como as provas vestibulares e o mercado de trabalho. Esta família reserva para si a função de ensinar valores éticos e religiosos.

Portanto o que espera da escola é a função de transmitir conhecimentos a fim de tornar seus filhos mais preparados e competentes. Se atentam às questões práticas como custo-benefício e locomoção.

 

Holística

A educação para esta família holística, deve estar em sincronia diante de todos os ambientes frequentados pelos filhos.

Se preocupa com todos os pilares igualmente, sejam cognitivos ou emocionais. Portanto se identificam com o desenvolvimento integral, prezando muito pelo autoconhecimento e as relações profundas.

 

Para além da família, alunos e contexto contam!

Apesar da importância da opinião e dos valores dos pais, uma decisão consciente não leva em conta apenas a visão dos responsáveis, mas também as necessidades da criança e de seu meio de convívio.

Um exemplo muito claro de exigências contextuais por exemplo, são as competências socioemocionais previstas agora pela BNCC. Ou seja, com as rápidas mudanças sociais e do mercado de trabalho, escolher apenas com base no histórico familiar porque o modelo já funcionou antes, nem sempre é o caminho mais adequado.

Portanto, podemos considerar como papel dos gestores e coordenadores, propagar este tipo de informação. Mesmo que a decisão final seja de fato dos pais, eles ao menos devem ter a oportunidade de refletir em torno de outros pontos que podem diferir de sua visão inicial.

Isso porque, infelizmente, nem todos estão cientes sobre questões mais amplas como a BNCC e a importância de competências para além das provas vestibulares.

Além disso, as próprias personalidades, com potenciais e desafios de cada aluno, irão influenciar fortemente em seu desempenho. Afinal, um modelo que não estimule seu desenvolvimento ou respeite sua individualidade de estilo de aprendizagem, pode vir a gerar frustrações futuras e inadequação com as expectativas familiares.

De acordo com a Teoria das Múltiplas Inteligências, de Howard Gardner, existem 8 tipos de inteligência. Alunos com uma forte inteligência interpessoal estudando em escolas que não estimulam o trabalho em grupo, por exemplo, podem se sentir deslocados.

 

Pesando tudo na balança

Apesar da importância do modelo de educação, vale lembrar que existem alguns outros critérios que cada família deverá levar em conta na escolha da escola de seus filhos. Entre elas o diálogo. Por isso a importância dos canais de comunicação, com periodicidade de informações e encontros entre educadores e pais.

Enquanto alguns pais gostam de ser informados constantemente, outros preferem que a comunicação ocorra em intervalos maiores.

Além disto, localização e segurança, infraestrutura e até mesmo preço devem entrar na balança. É importante ter tudo em mente para que o foco de seu público seja mais assertivo. Famílias tecnicistas, que prezam pelo custo-benefício, serão aquelas que mais se importarão com esses pilares.

Caso contrário, trabalhar na captação de matrículas com perfis de famílias muito diferentes poderá trazer pais e filhos insatisfeitos.

Isso pode acontecer quando pais compram o propósito central da escola, mas se esquecem de pensar nos pormenores. Dessa forma, o diálogo honesto ressaltando os pilares que importam, é sempre o caminho ideal para que ambas as partes mantenham a melhor relação possível!

Qual o modelo de educação sua escola atende?

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