Deep Learning na educação: o que você precisa saber sobre aprendizado imersivo

Gestão Escolar

Quando se fala em aprendizado imersivo, entende-se que ele está enraizado. Ou seja, diferente do conteúdo que se decora apenas para uma prova ou objetivo a curto prazo.

O termo que vem do inglês, deep learning, já é conhecido na área de inteligência artificial. Isso porque começou a ser usado para definir a aprendizagem das máquinas. Conforme elas começam a interpretar informações, precisam ir cada vez mais fundo em seu entendimento e assim poder resolver problemas.

Porém, hoje o conceito também é usado para falar sobre a absorção de conhecimento na educação, já que reforça a importância de aprender de forma relevante. O que nos remete ao desafio de fazer com que as matérias façam  sentido tanto hoje quanto a longo prazo.

Mas, o que é preciso considerar na experiência de aprendizagem imersiva? Continue a leitura para descobrir!

 

Resolvendo problemas reais

Hoje vemos muitas crianças estudando em torno de objetivos que não o aprendizado em si. Seja para ir bem nas provas, passar de ano ou em testes de vestibulares.

Este método criou uma cultura de simulação de problemas prontos que podem ser resolvidos por meio de questões como as de múltipla escolha. Porém, na maioria das vezes, os problemas não estão conectados com o cotidiano e nem mesmo os desafios da realidade.

Já o aprendizado imersivo foca em projetos que estimulem a criatividade em torno da resolução prática. Conforme reforça o filósofo e educador John Dewey: “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”.

Por isso cada vez mais, a educação tende a olhar para temas como a sustentabilidade, as competências socioemocionais, o empreendedorismo, a inteligência artificial e todos os assuntos que possam de fato, nos ajudar a viver melhor.

O conhecimento em torno de hipóteses tende a ser facilmente esquecido depois de um tempo. Já quando o aprendizado tem um objetivo, se torna interessante porque oferece o poder de realizar algo. No fim, o ensino deve se conectar com as novas necessidades do mercado de trabalho e da vida em sociedade.

 

Protagonismo por meio do trabalho em grupo

O protagonismo infantil é estimulado neste tipo de aprendizado. Afinal, cada aluno possui suas aptidões, interesses e pontos de vistas.

Enquanto a escola não estiver preparada para ouvir o que eles têm a dizer, diversas capacidades se tornam limitadas. Entre elas a autonomia, a atitude, a tomada de decisão, a proatividade, a criatividade e também a reflexão pessoal.

Quanto mais estes alunos puderem escolher, mais eles tendem a se aprofundar em um estudo já que terão que buscar por seus próprios caminhos de entendimento.

Neste caso, o metaprendizado, enquanto habilidade de aprender a aprender permite que esse processo continue para além da escola.

Já o trabalho em grupo estimula que diversos protagonismos individuais se unam em torno de um propósito ou projeto maior. A comunicação e interação com o grupo permite ampliar ainda mais o senso de conexão e pertencimento rumo a uma experiência imersiva.

Os dois conceitos se complementam já que na vida real ninguém trabalha sozinho. Quando os alunos vivenciam o seu protagonismo através da mediação, se tornam preparados para se expandir com relação ao meio de convívio.

Além do crescimento trazido pela diferença entre pessoas, as relações socioafetivas que nascem do trabalho em grupo também permitem criar memórias mais profundas porque estão ligadas diretamente com as emoções.

 

Experiência que ensina

Já é comprovado que qualquer aluno aprende muito mais fazendo do que de outro jeito. Portanto o verdadeiro deep learning ensina a partir de problemas reais estimulando o protagonismo e também o trabalho em grupo, mas sempre que possível, por meio da experiência.

O que inclui tanto jogar, apresentar, criar, debater ou qualquer outra com foco na ação. É devido a experiência que os alunos se veem diante da oportunidade de praticar a atitude, enquanto peça chave de uma competência, também conhecida como CHA (conhecimento, habilidade, atitude).

Afinal, de nada adianta saber ou mesmo saber fazer caso nada se reverta em ação prática.

 

Trabalho focado!

Vale lembrar que uma das premissas do deep learning é o trabalho focado. As crianças e adolescentes estão sempre cercados de diversas informações. Porém, todo esse excesso também resulta em um conhecimento raso.

Para se aprofundar é preciso selecionar o que é relevante e focar na qualidade e não na quantidade. Em lugar de ensinar a absorver muitas coisas que logo serão esquecidas, é preciso ensinar a compreender  o que importa em intensidade.

Você acredita que os alunos estão aprendendo de maneira imersiva? Se sim, deixe um comentário contando como você trabalha isso em sua escola.

 

 

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