Entenda as vantagens e as desvantagens do ensino em período integral

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Mais do que um período de estudos, o ensino integral pode ser visto como um estilo de vida. A ideia é que, ao entender o tempo como um recurso valioso, os pais e escolas que optam por esse modelo, possam otimizar a produtividade dos alunos ao máximo.

Vale lembrar que, para que o ensino seja considerado integral é preciso cursar no mínimo 7 horas diárias, que totalizam 1400 horas por ano. Na prática, sabemos que o modelo pode abranger por completo os turnos da manhã e da tarde.

A tendência é que o assunto seja cada vez mais discutido no Brasil, sendo que a Reforma do Ensino Médio, que inclui adaptações em torno da BNCC já aprovada em 2018, também propõe o acréscimo de horas na grade curricular.

O que sabemos é que existem inúmeros benefícios capazes de elevar os alunos a um novo patamar dentro do período integral. Da mesma forma, não podemos ignorar os riscos e pontos de atenção ao fazer uma transição desse porte no modelo de ensino de qualquer instituição.

Sendo assim, separamos algumas das principais vantagens e desvantagens, para que você entenda o quanto adotá-lo pode ser viável para sua escola!

 

Vantagens

📚 Aumento no rendimento do aluno

Mesmo para os alunos com perfil autodidata, é inegável que a organização na rotina traz inúmeros benefícios para o aumento do rendimento em geral. Isso porque, com horários pré-determinados e a presença dos educadores em tempo real, não restam desculpas para procrastinar.

É possível notar os avanços nos estudos e na performance geral dos estudantes em diversas áreas. Além das matérias tradicionais, eles passam a se dedicar a esportes e atividades extracurriculares que integram educação e lazer.

Essa misto de opções também ajudará para que eles despertem seus talentos e descubram possíveis aptidões profissionais. Afinal, o tempo na escola os permite explorar mais de seu potencial de forma produtiva e com mensuração de resultados.

 

 📚 Modelo dos países desenvolvidos

Em geral, o período integral é considerado um avanço na educação e já funciona como modelo de ensino em países desenvolvidos como EUA, Japão, Irlanda e Finlândia.

A qualidade de ensino é comprovada por meio de testes e avaliações locais ou globais, como o PISA. No entanto, essa é apenas uma pista de um maior nível de eficiência.

Ao considerar que a educação é a base de toda uma sociedade, os índices mais elevados de qualificação profissional, segurança e saúde econômica desses países também são indicativos positivos que nos levam a se inspirar no caminho.

 

📚 Ajuda a criar identidade e autonomia

Uma das consequências imediatas em administrar o tempo com mais demandas, é obter autonomia. Até porque, sem responsabilidade, o aluno simplesmente não consegue acompanhar um ritmo acelerado de atividades.

Nesse caso, as competências são favorecidas, incluindo habilidades e atitudes que diariamente, contribuem para o estilo de vida.

A própria formação da identidade recebe influências do período passado na escola, já que nessa fase de formação, o ambiente e as pessoas com quem as crianças e jovens convivem irão ditar boa parte de sua percepção de mundo e motivações pessoais.

Portanto, passar mais tempo estudando e convivendo em um espaço sociável com colegas e professores capacitados, também é uma forte ferramenta de autoconhecimento e evolução pessoal.

 

Desvantagens ou pontos críticos

📚 Aumento dos custos

Apesar de óbvio, sempre vale lembrar que o aumento da carga horária, incluindo o pagamento das horas-aulas de professores, materiais e recursos como água e luz utilizados, acarreta no aumento proporcional do investimento financeiro envolvido.

Dessa forma, essa pode ser uma desvantagem quando pensamos na transição de um modelo tradicional para o integral. Assim, os pais precisam estar totalmente alinhados com essa estrutura, tanto ideologicamente como economicamente.

Nesse caso, vale aproveitar as vantagens já mencionadas e realizar um trabalho de reeducação de valores junto às famílias com base em custo-benefício. Dependendo do seu público, sabemos que é possível sim aumentar a evasão de matrículas. Porém, da mesma forma, também é possível atrair novos perfis de famílias. Na dúvida, faça um estudo antes de tomar qualquer iniciativa!

 

📚 Risco de cansaço ou monotonia

O risco de entediar os alunos que passarão a maior parte do seu dia em um mesmo ambiente não precisa ser uma realidade, mas também não deixa de ser um ponto de atenção. Afinal, dentro do modelo de ensino que existe para a maioria das crianças, a escola ainda é vista como uma fonte de obrigações.

Ou seja, o ensino integral pode sim deixá-los cansados e entediados. Ainda mais se a escola os sobrecarregar de tarefas que não estimulem os seus próprios interesses e a criatividade.

Para ajudar, considere intercalar os estudos com atividades de lazer, relaxamento, além de projetos multidisciplinares. Um outro ponto importante, é permitir que as aulas e atividades ocorram em ambientes diferenciados da escola ou até fora dela.

Ter quadras, biblioteca, salas recreativas e de descanso, assim como considerar passeios e excursões educacionais, irão fazer toda a diferença na hora de quebrar a rotina.

 

📚 Agenda apertada

É fato que não sobrará muito tempo livre para que as crianças e jovens desenvolvam outras coisas fora do enredo educacional nos dias de semana. Dependendo de cada um e de cada família, pode se tornar desafiador cumprir com outras programações. Sejam elas marcar consultas ou mesmo brincar e jogar mais livremente com amigos.

De qualquer maneira, as noites e fins de semana serão praticamente livres inclusive para ficar com a família.

Para fazer sentido, todos os envolvidos, incluindo educadores, pais e alunos, precisam enxergar o valor envolvido no ensino em período integral.  Até porque, mais do que uma padronização, ele deve favorecer o desenvolvimento pleno dos alunos.

Deixe seus comentários e opiniões sobre o tema!

 

1 Comentário. Deixe novo

  • Carlos R A Silva
    25/08/2019 15:00

    Eu concordo plenamente com o período integral, mas não num país com um governo como o nosso, onde os recursos direcionados para o ensino são roubados por uma minoria corrupta. As escolas não tem condições nem de manter o atual sistema, como pretende manter nossos jovens por horas na escola? Isso é uma palhaçada.
    Não tem sentido, primeiro deveria aprimorar e investir no que temos agora, acabar com o roubo, com a corrupção, com a pouca vergonha, para depois pensar em escola em tempo integral. Isso é decisão de uma corja corrupta que não tem ideia de como estão nossas escolas.
    É um absurdo.

    Responder

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