Jogos de raciocínio para crianças: desenvolva e avalie habilidades socioemocionais

Não é novidade que sua escola precisa investir no desenvolvimento das habilidades socioemocionais como parte do plano pedagógico. Não apenas devido à BNCC, como também pela urgência de um desenvolvimento completo focado no mundo real e contemporâneo. Mas qual a melhor metodologia? É possível avaliar com precisão o desenvolvimento das socioemocionais? Você pode encontrar essas soluções em jogos de raciocínio para crianças!

A verdade é que quando se trata desse tipo de habilidades, não há regras ou cronogramas específicos. Porém existem sim alguns caminhos viáveis e de fácil aplicação para trazer resultados eficazes! Nesse sentido os jogos de raciocínio são uma excelente ferramenta para desenvolver a aprendizagem das socioemocionais nos alunos e vamos explicar melhor por que e como.

É importante ressaltar que além do maior engajamento trazido pela proposta mais divertida e lúdica para as crianças, os educadores também podem avaliar o desempenho com maior precisão.

Isso porque através dos jogos em ambiente controlado, é possível simular situações que envolvem tanto o lado intelectual quanto o emocional.

Ao detectar, aprimorar e avaliar habilidades como trabalho em equipe, resiliência, liderança, tomada de decisão, entre outras, os professores ganham a oportunidade de trabalhar pontos fortes e fracos de acordo com o perfil individual de cada um dos alunos.

Quer saber como? Descubra as vantagens dessa metodologia que já vem sendo aplicada em diversas escolas!

 

Como os jogos de raciocínio ajudam no desenvolvimento das socioemocionais

Para aprender, acionamos não apenas a cognição, mas também a emoção e, por isso, o jogo é uma das ferramentas mais privilegiadas para trabalhar e desenvolver as habilidades socioemocionais.” – Anita Abed, consultora da Unesco e psicopedagoga especializada no desenvolvimento de habilidades socioemocionais da Mind Lab.

Por que os jogos conseguem realizar esse papel?  A resposta está em suas próprias dinâmicas. Entre elas:

  1. O trabalho em grupo, que proporciona o desafio da empatia e respeito para com o outro. Também desenvolve a sinergia entre a equipe para atingir um objetivo em comum.
  2. Propósitos e metas bem definidos. Um jogo possui regras e objetivos a curto prazo, o que ajuda a visualizar erros e acertos com facilidade. Além disso, também os caminhos para se chegar nesses resultados e as consequentes reações emocionais que eles despertam.
  3. Senso de evolução. Ao jogar os alunos trabalham evoluindo não apenas nos jogos em si, mas em autoconhecimento. Por meio da metacognição é possível entender melhor seu próprio processo de aprendizado ao focar na autoánalise para melhorar.
  4. A emulação da vida real. Os jogos de raciocínio se tornam metáforas, especialmente para crianças. Elas conseguem entender habilidades como tomada de decisão ou resiliência com clareza. Todas elas podem e devem ser aplicadas em qualquer contexto da vida real.
  5. O caráter lúdico e divertido, que diminui a pressão por resultados enquanto desenvolve o intelecto e as habilidades sociais e emocionais de maneira intrínseca e prazerosa. A ideia é aprender brincando.

Por fim, entende-se que os jogos de raciocínio elevam em intensidade e qualidade a experiência de aprendizagem. Um método onde o mais importante não é ganhar ou ser o melhor e sim se sentir integrado e consciente sobre as próprias necessidades pessoais e alheias enquanto seres humanos completos.

 

Promoção da aprendizagem

Por isso dizemos que o jogo é uma metáfora para a promoção da aprendizagem. Ter um objetivo, dispor de recursos, planejar e executar ações para atingir metas, atuar segundo os limites impostos pelas regras são apenas alguns exemplos do que é comum às experiências do jogo e da realidade.

A dor de perder, a excitação da vitória; o desejo de “arrasar o adversário”, o medo de ser destruído por ele; as angústias, as dúvidas, as frustrações, os conflitos… tudo é vivido no jogo e através do jogo de forma muito séria! E ao mesmo tempo a “folga” garante a segurança de se poder passar por todas as vivências de confronto de forma amplamente aceita: faz parte do jogo!”, declara Anita Abed, consultora da Unesco e psicopedagoga especializada no desenvolvimento de habilidades socioemocionais da Mind Lab.

 

Saberes cognitivos

Dessa forma, os jogos usados no contexto pedagógico, além de divertidos, podem ativar saberes cognitivos como: observar, reconhecer, identificar, comparar, localizar, entre outros como: raciocínio lógico, planejamento antecipado, tomada de decisão e até mesmo intuição.

Cooperação, trabalho em equipe, capacidade de estabelecer e atender regras, relacionamentos interpessoais, superação de conflitos, autoestima e autoconfiança também são habilidades a nível emocional desenvolvidas com o uso de jogos de raciocínio.

Confira uma tabela com todas as habilidades que podem ser desenvolvidas jogando:

Jogos de raciocínio como ferramenta de avaliação das socioemocionais

Os jogos não só ajudam a desenvolver habilidades como também são ótimas ferramentas de avaliação para esse contexto considerado subjetivo. O motivo é porque, diferente da vida real, permitem vivenciá-las em condições controladas.

Apesar do clima descontraído, avaliar é parte do processo educativo porque permite diagnosticar, planejar e reorientar. Ou seja, vale lembrar que existem métodos de avaliação dessas habilidades por meio dos jogos também!

Os jogos de raciocínio são, de fato, uma das melhores ferramentas nas quais você pode investir para ter um bom programa de desenvolvimento de habilidades socioemocionais e cognitivas para sua escola.

Mais que isso: são também o instrumento mais apropriado para a avaliação constante dessas habilidades e uma das melhores formas de analisar a efetividade do seu ensino e do desempenho do seu corpo docente.

 

Além dos Jogos

Lembre-se: apenas o uso dos jogos de raciocínio não é o suficiente para atingir todos esses objetivos. É necessário o constante treinamento e aprimoramento de seus professores, principais mediadores desse aprendizado. Uma boa didática também é necessária, baseada em métodos e metáforas apropriadas ao desenvolvimento cognitivo de seus alunos.

Agora que você já conhece o potencial dos jogos para avaliar as habilidades socioemocionais de seus alunos, não deixe de aplicar esse tipo de atividades na sua escola!

 

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