14 motivos de estresse na escola

Gestão Escolar

Como já vimos neste post, o bem-estar socioemocional dos filhos é a segunda maior preocupação dos pais. O tema é tão importante que em sua última edição, realizada em 2015, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) resolveu medir o bem-estar de 540 mil estudantes de 15 anos em 72 países.

O resultado não poderia ser mais desastroso para o Brasil. O nosso país foi classificado como segundo país onde os estudantes mais se declaram ansiosos antes de uma prova. Resultado que foi superado apenas pela a Costa Rica. Confira no gráfico:

Veja a seguir os principais motivos de estresse na escola, segundo os dados do PISA 2015, e o que você pode fazer para evitá-los.

 

Pressão por resultados

Cinco entre os 14 motivos de estresse estão relacionados à cobrança por resultados melhores:

80% dos jovens no Brasil se sentem ansiosos antes de uma prova, mesmo que estejam bem-preparados para ela

66% têm medo de tirar notas ruins

 59% acham que as provas vão ser sempre muito difíceis

 56% declaram sentir-se tensos na hora de estudar

52% ficam nervosos quando não sabem resolver uma tarefa

 

💡 Ideias para melhorar a escola:

Investir na promoção da auto-eficácia. Em resumo, ajudar as crianças a acreditarem no próprio potencial, o que eleva em até 25% o desempenho dos estudantes.

É o que mostra estudo realizado pelo Mind Group com mais de 3.000 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio.

Além disso, é importante desenvolver outros métodos de avaliação que não sejam focados apenas me provas e notas. Para isso, a escola pode estimular os “ambientes de treinamento” ou mesmo entretenimento.

Os jogos de raciocínio por exemplo, são uma maneira de estimular aprendizado sem a carga da pressão de certo ou errado e com foco na experiência.

 

Relação com o professor

Em três casos, o estresse está ligado à forma como aluno e mestre se relacionam:

35% acham que os professores pedem menos deles que dos demais

21% acreditam que os professores os consideram menos inteligentes do que são

20% acham que já foram tratados de maneira injusta pelos professores

 

💡 Ideias para melhorar a escola:

O apoio recebido dos professores diminui a percepção de estresse. De acordo com as conclusões do PISA, o relacionamento melhora quando o professor adapta as aulas às necessidades e ao nível de conhecimento do grupo.

É preciso considerar alguns fatores como as Inteligências Múltiplas, que reforçam ainda mais a individualidade dos alunos. A Teoria de Gardner, que considera 8 tipos de Inteligência principais, pode ajudar os professores a destacar potenciais específicos em sala de aula. Da mesma forma, também pode os ajudar a lidar melhor com certas limitações em respeito a cada aluno.

Outras estratégias são o atendimento individualizado para sanar dúvidas, avaliações com desafios gradativos e testes que antecedem a prova que vale nota.

 

Relação com colegas

Os últimos seis motivos de estresse estão relacionados à prática de bullying escolar:

17,5% reportam sofrer algum tipo de bullying na escolapelo menos algumas vezes por mês

11% têm seus pertences destruídos ou tomados por colegas

9,3% são ridicularizados ou alvo de piadas

7,9% são alvos de rumores maldosos

7,8% são excluídos pelos colegas

7,7% sofrem bullying físico algumas vezes durante o ano

 

💡 Ideias para melhorar a escola:

Relações positivas e saudáveis com os colegas e um ambiente escolar mais disciplinado são fundamentais. Aumentam o bem-estar e o senso de pertencimento do aluno em relação à escola.

Desenvolver habilidades socioemocionais que facilitam o convívio, ajudam a combater o bullying escolar.

Quando falamos de bullyng, há sempre dois lados da moeda. Aquele de quem sofre e necessita aprender a lidar com frustrações e desenvolver autoestima. Já para quem pratica, é importante reforçar a empatia. Cabe aos professores e gestores identificarem esses perfis e trabalharem no aprimoramento dessas habilidades socioemocionais.

Para além do cenário escolar, uma pesquisa realizada pela OMS em 2017, indica o Brasil como o quinto país mais depressivo e o primeiro mais ansioso do mundo. Esse não deixa de ser um alerta para o fato de que muitos adultos hoje, refletem  uma educação anterior inadequada.

Esse é um tema que infelizmente também tem ganhado força entre as crianças e adolescentes atuais, as vezes com graves repercussões.

É claro que não se pode considerar a escola a única ou maior responsável por esse fator. Assim como mencionamos em nosso post sobre Ansiedade Infantil, são várias as causas e inclusive tratamentos possíveis.

O que não se pode negligenciar, é a importância de uma educação focada no emocional, capaz de amenizar e até evitar esse tipo de problema futuro.

Afinal, muitas vezes a depressão e ansiedade são níveis atingidos por uma soma de fatores menores negligenciados. Eles costumam ser despertados por algum tipo de estresse que se intensifica e não é resolvido com o tempo.

Sendo os estudos geralmente a principal responsabilidade de crianças e adolescentes e a escola um dos principais espaços de convívio, não é de se estranhar que boa parte de seus problemas se originem daí.

Ou ponto de atenção quanto ao estresse infantil, é o fato de não ser tão facilmente percebido pelos adultos. De acordo com uma pesquisa mencionada na revista Crescer: “72% das crianças entre 5 e 13 anos demonstra sinais de estresse e que 60% dos pais não notam”.

Portanto, cabe à escola não apenas fornecer um ambiente e uma educação com esse propósito, mas também alertar os pais quando for o caso (seja o problema originado na escola ou não), considerando a importância da família como uma das bases para a solução de uma vida integral mais saudável.

 

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