Divertidamente: 4 lições que o filme ensina sobre o nosso emocional

Gestão Escolar

Divertidamente é uma animação da Disney que aborda o tema da inteligência emocional de forma simples e didática. Ao tratar sobre emoções tão diretamente, se tornou uma referência no assunto, capaz de inspirar tanto famílias quanto educadores.

Para quem não assistiu, a protagonista é uma garota chamada Riley. Até certo momento, ela se encontra feliz na cidade em que mora com seus pais. Além da conexão familiar, também pratica esportes e cultiva amizades verdadeiras.

Porém, ao completar 11 anos, mudanças bruscas fazem com que sua vida comece a perder o sentido. De repente, a garota se vê confusa diante de um misto de emoções frustrantes e diferentes da habitual alegria que sentiu na maior parte da sua infância.

Por trás dessa dificuldade em se adaptar, estão as suas emoções como personagens que sempre tentaram fazer de tudo para que ela se sentisse feliz na maior parte do tempo. O que esse time acaba descobrindo é que o campo emocional de um ser humano é muito mais complexo e não se resume apenas a nos sentirmos bem.

Inspirados nesta história, escrevemos sobre 4 aprendizados que podem ajudar as escolas a desenvolverem um olhar mais profundo em torno das diversas emoções de seus alunos.

Para as escolas que também já ensinam habilidades socioemocionais ou estão começando a se interessar pelo assunto, também vale a dica de passar o filme em sala de aula e realizar exercícios ou debates reflexivos com foco nas emoções!

Ficam aqui algumas das principais lições que Divertidamente nos convida a entender:

 

1. Todas as emoções importam

No começo, existe uma grande preocupação em manter a garota feliz. A alegria está sempre roubando a cena e dessa forma, outras emoções como a tristeza e a raiva, acabam sendo bloqueadas. Principalmente a tristeza, que é evitada a todo momento.

No entanto, boas coisas também podem surgir das emoções consideradas negativas. Isso porque elas são capazes de nos fazer refletir sobre nossos medos e nossos erros e assim impulsionar transformações importantes.

Quando acolhemos nossas emoções no lugar de apenas tentar fugir do que é desagradável, é possível lidar com os problemas de frente e atingir maturidade. Também vale não confundir felicidade com alegria. Ter uma vida que se considera feliz, não significa estar alegre o tempo todo.

Muitas vezes os bloqueios acontecem a partir da própria repressão dos adultos, que não sabem lidar com a diversidade emocional das crianças. Não à toa, elas podem acabar se tornando adolescentes que buscam fugas da realidade, como os vícios e as adrenalinas.

As crianças precisam crescer entendendo que não têm obrigação de serem alegres o tempo todo.

 

2. Mudanças são inevitáveis

Emoções intensas são despertadas  quando as coisas não acontecem da forma esperada. Uma expectativa não atendida por exemplo, pode trazer à tona o medo, a raiva ou a tristeza. Muitas vezes, um misto de tudo isso.

Quando essa quebra acontece com uma criança, o comum é que elas não estejam preparadas e reajam de forma exagerada. Em vez de considerar as atitudes como birras, vale o acolhimento que as permitam refletir sobre as motivações por trás daquele comportamento.

Considerando que não estamos no controle daquilo que nos acontece, é importante que elas aprendam a desenvolver um olhar interior. Afinal, apesar de não ser saudável ignorar as emoções, também não se pode deixar ser dominado por elas de forma exagerada.

Mesmo as crianças, pouco a pouco, podem se tornar observadoras de suas emoções na busca pelo equilíbrio da forma como se expressam. Enquanto elas devem aprender que não há problemas em sentir raiva, também não devem se sentir no direito de agredir os colegas.

Quando os alunos aprendem que estão sujeitos às mudanças e abrem mão do total controle, se tornam mais flexíveis e abertos às transformações que ocorrem no mundo exterior.

 

3. As crises levam ao autoconhecimento

A crise é uma maneira de nos levar ao autoconhecimento e reconhecer padrões que estão por trás do jeito que você reage ao mundo. A emoção é apenas a camada superficial que funciona como sinal de alerta.

Dar a devida atenção a estes sinais e investigá-los mais a fundo é essencial para evoluir enquanto seres humanos. Infelizmente muitos dos nossos traços de personalidade e atitudes funcionam a partir do inconsciente.

Mesmo que as crises pareçam mais amenas durante a infância, elas já começam a indicar os desafios da adolescência.

Trazê-los à tona por meio do autoconhecimento pode não ser tão simples. Ainda assim, essa é forma de permitir que aos poucos possamos nos libertar das repetições que nos bloqueiam e superar limites.

 

4. A importância de se expressar

Mesmo quando você atinge um determinado nível de autoconhecimento, nunca será o bastante caso você não consiga se expressar. Principalmente com relação às pessoas mais próximas e que influenciam diretamente em seu estado de humor.

Quando você tem algum problema com alguém, é claro que também é preciso respeitar o espaço do outro. Afinal é possível se comunicar de forma verdadeira e objetiva, sem pressões ou julgamentos. Porém, não se pode ignorar que precisamos poder nos abrir uns aos outros e as vezes só precisamos chorar. Até mesmo a alegria precisa ser liberada.

Portanto, os educadores devem estimular que seus alunos se expressem de maneira natural e frequente. Caso contrário, todas essas emoções irão se acumular e gerar graves problemas presentes e futuros.

No final, quanto mais as escolas entenderem as dinâmicas das emoções, melhor poderão direcionar seus alunos para viverem emocionalmente saudáveis.

Estes e muitos outros ensinamentos aparecem de forma clara no filme Divertidamente. Compartilhe conosco caso você já tenha assistido ou tenha alguma opinião sobre o tema!

 

 

4 Comentários. Deixe novo

  • Muito interessante! As emoçoes presentes na criança, por vezes sao desconsideradas. Gostaria de fazer um paralelo com os alunos de 6 anos..periodo de enumeras transformaçoes..novidades em suas vidas! Pesquisa para tese..

    Responder
    • Caroline Volodka
      10/10/2018 17:59

      Olá Katerine! Como vai?

      Muito obrigada pelo seu comentário! De fato, nem sempre as emoções são consideradas e infelizmente as pessoas não tem noção do mal que isso faz. Tudo deve ser sentido, faz parte do processo de vivência da vida.

      Compartilhe conosco a sua tese! Iremos adorar saber mais sobre isso! Se quiser, me envie um e-mail para falarmos mais: caroline.volodka@mindlab.com.br

      Grande abraço!

      Responder
  • Andréia Maia
    04/10/2018 23:22

    Gostei muito do filme pois as emoções são parte do nosso sucesso pessoal.

    Responder
    • Caroline Volodka
      10/10/2018 18:01

      Olá Andreia, como vai?

      Obrigada por deixar o seu comentário! De fato, as emoções devem ser compreendidas e vividas para que consigamos crescer e adquirir experiências em nossas vidas!

      Grande abraço.

      Responder

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