Quais são os 4 pilares da educação socioemocional?
Educar é mais do que passar matéria na lousa e aprender é mais do que decorar tudo. A formação deve abordar também aspectos emocionais, sociais, éticos e culturais. Com base nesta premissa, a Unesco definiu os quatro pilares da educação socioemocional.
Segundo a abordagem, a educação deve ir muito além do conteúdo teórico. É necessário ensinar como entender a si mesmo, se relacionar bem com os colegas, agir com responsabilidade e estudar com autonomia.
Os pilares socioemocionais são apresentados no relatório “Educação: um tesouro a descobrir”, publicado pela Unesco em 1996. No capítulo 4, há a descrição de grandes áreas de aprendizagem que, juntas, promovem a formação integral.
Os quatro pilares se relacionam ao conceito de Socioemocional – as competências para dominar as próprias emoções e interagir de forma saudável e empática com os demais.
Neste artigo, você conhecerá o marco teórico proposto pela Unesco e verá exemplos práticos, desenvolvidos pela Equipe MindLab, para aplicá-los em sala de aula.
O que são os pilares da educação socioemocional
Os quatro pilares da educação socioambiental são as bases de uma formação integral e completa. Esses pilares permitem que as pessoas se orientem em um mundo cada vez mais complexo, acelerado e culturalmente diverso.
Estes pilares partem do princípio de que a educação não é quantitativa. Ou seja, não basta acumular conhecimento, é necessário conectá-lo a uma formação plena e essencialmente socioemocional.
Para que a educação cumpra o seu objetivo – desenvolver cidadãos críticos e preparados para transformar positivamente o mundo –, todos os pilares socioemocionais devem ser trabalhados de forma intencional e contínua.
Os quatro pilares da educação socioemocional
Os quatro pilares da educação definidos pela Unesco são:
- Aprender a conhecer: a capacidade de compreender o mundo;
- Aprender a fazer: o conhecimento prático sobre as coisas;
- Aprender a conviver: interagir com qualidade com os outros;
- Aprender a ser: autoconhecimento e autocontrole emocional.
Cada pilar contribui de forma específica para a formação. Todos podem ser diretamente relacionados às competências socioemocionais, como a empatia, a autodisciplina, o autoconhecimento e a autorregulação.
Da mesma forma, não devem ser abordados isoladamente no currículo escolar, nem tratados como consequências naturais do processo de ensino. É necessário abordá-los com coesão e de forma estruturada.
Veja abaixo os detalhes sobre cada um deles.
Aprender a conhecer
Aprender a conhecer significa adquirir o repertório para compreender e interpretar o mundo. É entender o conteúdo das disciplinas e usá-lo para dar sentido ao ambiente em que estamos. E, mais do que isso, sentir prazer no processo de descoberta e de conhecimento.
Habilidades socioemocionais relacionadas: autoconhecimento, pensamento crítico, proatividade e postura ativa diante do conhecimento.
Exemplos práticos: fazer perguntas, investigar fenômenos, refletir sobre experiências, desenvolver projetos, solucionar problemas.
Impacto no desenvolvimento: aprender a conhecer é a base da autonomia intelectual e da disposição para continuar aprendendo por conta própria ao longo de toda a vida.
Aprender a fazer
Aprender a fazer é a capacidade de agir, colocando o conhecimento em prática para resolver problemas. O pilar trata de competências amplas, aplicáveis a diversas situações, inclusive aquelas com as quais o jovem não está habituado.
Habilidades socioemocionais relacionadas: autogestão, iniciativa, cooperação e tomada de decisões responsáveis.
Exemplos práticos: planejar ideias, testar diferentes abordagens para um problema, aprender com os erros, aplicar conhecimento para resolver problemas reais.
Impacto no desenvolvimento: ensina a transformar o conhecimento em ação consciente, o que envolve planejamento, execução, ajuste de estratégias e avaliação dos resultados.
Aprender a conviver
Aprender a conviver significa compreender, respeitar e cooperar. É um processo que começa pela descoberta de si próprio, para depois entender como os outros funcionam, quais são as duas diferenças e como agir diante delas.
Segundo a Unesco, este é um dos maiores desafios da educação contemporânea.
Habilidades socioemocionais relacionadas: empatia, respeito às diferenças, comunicação e cooperação.
Exemplos práticos: ouvir pontos de vista diferentes, respeitar as regras, dialogar para resolver conflitos, participar de atividades em grupo.
Impacto no desenvolvimento: este pilar traz benefícios diretos em todas as esferas da vida. Ele prepara os jovens para agir positivamente no mundo, ao sustentar boas relações interpessoais.
Aprender a ser
Aprender a ser é o processo de formar identidade, desenvolver autonomia e pensamento crítico. De certa forma, é um pilar que conecta todos os demais, pois abrange o desenvolvimento do corpo, da mente e da espiritualidade.
Habilidades socioemocionais relacionadas: expressão emocional, sensibilidade estética, autocontrole, autorregulação, expressão criativa.
Exemplos práticos: reconhecer e nomear emoções, trabalhar a própria autoestima, participar de grupos com os mesmos interesses, assumir a responsabilidade pelos seus erros, comemorar as conquistas.
Impacto no desenvolvimento: o pilar ultrapassa o indivíduo e contribui para toda a sociedade como um todo, pois a diversidade de personalidades, talentos e modos de ver o mundo é um motor da inovação.
Por que esses pilares são essenciais para o socioemocional
Os quatro pilares da educação socioemocional estruturam as competências fundamentais para a vida escolar e para a vida adulta. Ou seja, eles desenvolvem o currículo necessário para alcançar a realização acadêmica, profissional e pessoal.
Por meio de projetos que realmente valorizam o aspecto socioemocional, é possível desenvolver habilidades importantes desde a infância. Entre elas, estão a autonomia intelectual, o senso crítico, a responsabilidade pessoal e a capacidade de adaptação a desafios.
Estes benefícios valem para toda a vida, em todos os espaços sociais em que vivemos. É uma trajetória que começa com a família, se estende pela escola e acompanha o indivíduo ao longo de todo o seu percurso de vida.
Mas para que isto ocorra, o ensino não pode se fragmentar. A educação socioemocional não deve ser um componente extra ou separado. É por isso, inclusive, que a BNCC não as trata como uma dimensão alheia às demais disciplinas da educação básica.
Como trabalhar esses pilares na escola
O relatório da Unesco não detalha metodologias pedagógicas, mas enfatiza a importância de entender a educação como um projeto integral e de criar experiências que integrem as diferentes dimensões da educação socioemocional.
Veja abaixo algumas sugestões da equipe da MindLab para aplicar:
- Rodas de conversa estruturadas;
- Projetos interdisciplinares;
- Ensino baseado em solução de problemas;
- Abordagem de ensino baseada em projetos;
- Mediação de conflitos como prática pedagógica;
- Uso de jogos pedagógicos e cooperativos;
- Práticas de metacognição;
- Atividades em grupo;
- Desenvolvimento de espaços para expressão artística e criativa;
- Práticas de autoavaliação;
- Desenvolvimento de projetos de impacto social ou comunitário;
Como a Mind Lab apoia esses pilares na prática?
A Mind Lab desenvolve programas que ajudam os professores e as famílias a fortalecer os pilares socioemocionais.
Nossas soluções incluem programas como o MenteInovadora e Ginga Socioemocional. Eles ensinam competências socioemocionais importantes, como cooperação, criatividade, empatia e autoconhecimento, por meio da gamificação.
Também desenvolvemos atividades de mediação docente e apoio à formação continuada, para preparar os profissionais para os desafios da educação socioemocional nas escolas brasileiras.
Nossas abordagens estão alinhadas à BNCC, são balizadas por indicadores educacionais e já foram implementadas em escolas de todas as regiões do país.
Entendemos que a educação é uma experiência integral, que conecta conhecimento, ação, convivência e identidade. Em nosso guia sobre o socioemocional, detalhamos a aplicação deste conceito na educação.

