4 dicas para falar sobre sexo

Gestão Pedagógica

Falar sobre sexo sempre foi tabu nas escolas e na sociedade de forma geral, afinal, é papel da escola falar sobre sexo? E a partir de qual idade esse tema deve ser trazido?

Nós já abordamos esse tema neste outro post, no ano passado. E hoje, vamos aprofundá-lo um pouco mais, afinal, falar sobre sexo é essencial.

Para responder à primeira pergunta, partimos dos pressupostos de que o ser humano nasce sem o conhecimento necessário para comandar seus instintos animais e de que ele é um animal sexuado. Portanto, alguém precisa ensinar a ele sobre o sexo e suas consequências. E isso é papel tanto da família, quanto da escola.

Afinal, qual a idade certa para falar sobre sexo? A resposta a essa pergunta muda de acordo com as diferentes correntes de pensamento. De forma geral, porém, é seguro afirmar que, sendo um ser sexuado, a criança tem desde a infância uma sexualidade que envolve prazer no corpo e prazer em perguntar, embora seja totalmente diferente da sexualidade do adulto, que é genitalizada.

A partir dessa compreensão, a hora certa para iniciar a educação sexual seria o momento em que a questão surge nas perguntas e atitudes das crianças. E isso vem ocorrendo cada vez mais cedo. Quem trabalha em escolas sabe que são cada vez mais comuns as ocorrências de situações de curiosidade – envolvendo inclusive interações íntimas com outras crianças – já na Educação Infantil. Como educadores, não podemos fechar os olhos e fingir que nada aconteceu.

O tema parece muito complexo? Existe uma boa quantidade de referenciais técnicos do MEC que podem ser um bom ponto de partida (os links estão no final deste texto). Confira as 4 dicas que compartilhamos para ajudar você a se preparar para esse desafio.

1º – Não imponha opiniões

Ensine a turma a pesquisar, estimule a reflexão, abra espaço para o debate e a troca respeitosa de ideias. Ao evitar a transmissão mecânica de informação, você consequentemente os estimula a encontrar respostas para as próprias indagações, o que faz com que eles passem a tratar o tema de forma mais madura.

2º – Mostre abertura para as ideias da turma

O ideal é que o tema seja trabalhado em conversas abertas e francas, o que ajuda a criar uma relação de confiança com os alunos. Se quiser usar o recurso das Rodas de Conversa, confira este nosso outro post.

3º – Liberte-se dos preconceitos

Tendo em vista que é comum os adultos, ao abordar o tema da sexualidade, reproduzam suas crenças e preconceitos. Essa atitude pode criar um afastamento em relação à turma e comprometer o resultado final do trabalho. Para fugir desse risco, use o Método Metacognitivo do Espelho para entender as suas próprias crenças e estar alerta a elas. Se quiser mais detalhes, consulte este nosso post sobre os tabus.

4º – Coloque o respeito como atitude primordial

Um ponto de partida fundamental, que deve ser combinado com a turma, afim de evitar conflitos, é: devemos sempre respeitar nosso próprio corpo, o corpo do outro e a diversidade presente em nosso mundo . 

Quer conhecer um projeto de um professor da rede pública de Natal, que trabalhou o tema com seus alunos adolescentes com o objetivo de evitar a gestação durante a adolescência? Clique aqui.

Afim de se aprofundar, consulte o material disponibilizado pelo MEC nos seguintes links:

Orientação Sexual 1988 – MEC

PCNs de Ciências 1988 – MEC

Orientação Técnica Internacional Sobre Educação em Sexualidade (Unesco, em inglês)

Base Nacional do Ensino Fundamental (consulte o eixo Vida e Evolução)

Recomendações da Organização Mundial da Saúde

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