Educar para empreender

Mapeamento Curricular Socioemocional

Educar para empreender.

Esse é o futuro. Com o mercado de trabalho em transformação acelerada pela combinação de tecnologia e pandemia, a educação que ofertamos em nossas escolas precisa cada vez mais desenvolver o empreendedorismo.

Muitos de nossos alunos, quando chegarem à vida adulta, precisarão contar com as habilidades inerentes ao empreendedorismo para se situar profissionalmente.

Qualquer que seja a profissão escolhida.

Isso já é uma realidade no Brasil.

Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneuship Monitor, criada em 1999 pela London Business School, do Reino Unido, e pelo Babson College, dos Estados Unidos, cerca de 38,7% da população economicamente ativa no país já era empreendedora em 2019, último ano em que a pesquisa foi realizada.

Esse número correspondia a 53,4 milhões de pessoas entre 17 e 64 anos.

No Brasil, a pesquisa é conduzida pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas empresas, o Sebrae.

As habilidades para empreender

Mas quais são as habilidades necessárias para empreender?

Para que tenham condições de empreender no futuro, nossas crianças e jovens precisam desenvolver habilidades como:

  • Criatividade
  • Curiosidade
  • Capacidade de inovar
  • Visão de futuro
  • Organização
  • Tolerância a riscos
  • Resiliência

Entender que o aprendizado tem de ser contínuo e que é possível reinventar-se sempre que necessário é fundamental para a formação de uma geração empreendedora.

A boa notícia é que todas essas habilidades podem ser aprendidas com um programa de educação integral, com foco no desenvolvimento socioemocional de crianças e jovens.

O que a escola precisa ensinar?

Para facilitar o desenvolvimento dessas habilidades em nossos alunos, nós, educadores e educadoras, precisamos estimulá-los a solucionar problemas, a pensar de forma crítica e a buscar, sempre, a inovação.

É preciso adotar iniciativas em diferentes campos do conhecimento com o objetivo de estimular um conjunto de competências que permitirão ao jovem, no futuro, tirar suas ideias do papel. Tanto no campo profissional, quanto no pessoal.

Como ensinar na sala de aula?

Precisamos estimular em nossos alunos o raciocínio lógico e a busca por conceitos e conhecimentos que ajudem a resolver problemas.

O objetivo é desenvolver uma mentalidade empreendedora, aquela em que a pessoa está sempre atenta às possibilidades de empreender, e uma atitude também empreendedora. Ou seja, além de perceber a oportunidade, ela consegue se planejar e enfrentar os riscos para tirar a ideia do papel.

Na sala de aula, é importante estimular conversas sobre sonhos profissionais e pessoais, fomentando as habilidades de buscar informações, planejar, estabelecer metas, persistir, protagonizar e confiar em suas habilidades e competências.

Converse com os estudantes da sua turma sobre os desejos que eles alimentam. Criado esse vínculo, converse sobre as profissões que vislumbram. Crie roteiros e perfis das profissões que surgirem na conversa para ajudar na visão de futuro e trazer subsídios que possam embasar as escolhas deles.

Um segundo passo pode envolver convites a pessoas que atuem nas profissões citadas, para que eles conheçam situações reais.

E a BNCC?

Ao adotar um modelo de educação para o empreendedorismo, gestores e educadores estão alinhando a escola em que atuam com as diretrizes da Base Nacional Curricular Comum.

A BNCC reconhece o empreendedorismo como uma das aprendizagens essenciais da Educação Básica. Ele é um dos quatro eixos estruturantes dos itinerários formativos propostos pela Base.

Com qual idade iniciar?

As habilidades desenvolvidas por uma Educação Empreendedora se aproximam bastante das diretrizes e competências gerais que, segundo a BNCC, devem ser trabalhadas desde a Educação Infantil.

Claro que ninguém vai sair falando sobre profissões com crianças de pré-escola. Os educadores e educadoras devem ser capazes de trabalhar o desenvolvimento das habilidades e competências de maneira adequada à faixa etária em que atuam.

Um ambiente educacional empreendedor deve contar com espaços de participação, de protagonismo, e estimular a experiência e o aprendizado proporcionado pela tentativa e erro.

Esses ambientes contribuem para o desenvolvimento de:

  • Argumentação
  • Cidadania
  • Comunicação
  • Cultura Digital
  • Responsabilidade
  • Pensamento científico
Como a educação socioemocional pode ajudar?

Como você pode perceber, todas as habilidades e competências citadas ao longo deste texto estão relacionadas ao desenvolvimento socioemocional.

O Programa MenteInovadora, da Mind Lab, tem métodos metacognitivos focados no desenvolvimento dessas habilidades.

Confira algumas dessas habilidades e os métodos que as desenvolvem:

  • Pensamento crítico – Métodos da Árvore do Pensamento e do Filtro.
  • Solução de problemas – Métodos do Detetive, da Escada, da Filmadora e do Alpinista.
  • Inovação – Métodos da Tentativa e Erro, do Espelho e do Equilibrista
Onde aprender mais sobre educação empreendedora?

O Sebrae mantém um programa com várias iniciativas para fomentar a Educação para o Empreendedorismo.

Presente em 4.533 municípios, o programa já atendeu mais de 7 milhões de estudantes e formou 270 mil professores.

Clique aqui para conhecer o programa gratuito do Sebrae e os cursos oferecidos.

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