Para começar a desenvolver inclusão social nas escolas!

Gestão Escolar

Muitas são as dúvidas sobre como receber e se adequar a crianças com algum tipo de deficiência. Na educação, no entanto, esse papel tem um grande peso de responsabilidade. Em primeiro lugar, sabemos é que a inclusão social nas escolas deve ser reflexo de uma cultura de educação mais humanizada.

O que na prática significa desenvolver a empatia por todos aqueles que apresentam níveis de dificuldades maiores. Ainda assim, longe do sentimento de piedade, mas a partir de um olhar de respeito e compaixão.

A vantagem que muitas vezes se esquece diante desse tipo de desafio, é a oportunidade de crescimento pessoal para todos ao redor. Isso porque tanto educadores quanto alunos também passam a ativar seu próprio crescimento social e emocional. Seja aceitando as diferenças, aprendendo a ensinar e ajudar ou até valorizando mais a vida e a própria saúde.

A partir de uma cultura bem direcionada pela gestão da escola, se torna mais fácil criar este ambiente igualitário. Entenda os principais pontos que permitem uma real inclusão para todas as crianças!

 

Saúde e Acompanhamento

A escola deve se certificar e acompanhar o estado de saúde da criança de perto. Começando por pedir aos pais um documento que comprove sua situação a partir de um laudo detalhado.

Com as informações técnicas corretas, será possível construir um planejamento que envolva desde o currículo até adaptações no ambiente. Além disso, é recomendável manter contato com os profissionais de saúde que realizam o seu atendimento.

Principalmente quando se tratar de um caso novo e desconhecido para a equipe pedagógica, é essencial unir forças e conhecimentos com o objetivo de trazer os melhores resultados de aprendizado possíveis!

 

Treinamento de Professores e apoio pedagógico

A escola deve estar preparada para receber os alunos tanto em seu espaço físico quanto por meio de professores e coordenadores capacitados. Para isso é importante oferecer um Atendimento Educacional Especializado (AEE) por meio de uma sala de recursos ou sala de apoio pedagógico.

Ainda que eles continuem participando de outras aulas normalmente, o ideal é que esse espaço ofereça um ensino mais dedicado às suas necessidades individuais. Por lá eles devem contar com materiais de suporte e professores treinados para desenvolvê-los ao máximo.

O ideal é que a escola também conte com um psicólogo escolar, que não deve substituir o psicólogo clínico. Este profissional deve estar preparado para oferecer suporte quando for preciso, dentro do contexto escolar.

 

Cuidado com o bullying

O bullying é uma realidade entre crianças e jovens e não pode ser mais ignorado. Infelizmente, muitas crianças não possuem o preparo emocional para lidar com as diferenças e podem machucar emocionalmente seus colegas.

Alguns acreditam que estão apenas brincando e em geral sequer tem noção do impacto até mesmo de uma pergunta indiscreta para quem está do outro lado.

Por isso, uma educação verdadeiramente inclusiva, não apenas permite o convívio  dos alunos com deficiência com o restante da turma. Também é preciso preparar a todos para que saibam receber e agregar esta criança especial com respeito.

Conforme os alunos são educados para pensar além de si mesmos, maiores são as chances de esse tipo de situação ser evitada.

 

Instalações Adequadas

O cuidado com a estrutura da escola é o primeiro sinal de acolhimento que uma gestão pode demonstrar a estes alunos. Desde rampas, elevadores, chão em relevo e toda a segurança necessária em questão.

Por mais que algumas estruturas sejam básicas, outras podem requerer ajustes de acordo com a chegada de determinados alunos.

Algumas salas adaptadas como a sala de recursos também irão fazer toda a diferença.

 

Comunicação com os pais

Por se tratarem de crianças com necessidades únicas, a relação com os pais também deve ser próxima e cuidadosa. Os educadores precisam ter interesse na vida desses alunos, tanto perguntando quanto informando.

Isso porque muitos acontecimentos que poderiam ser considerados detalhes para o restando da turma, para eles pode ser trivial. Dessa forma, pequenas conquistas ou desafios dos dia-a-dia devem ser compartilhados com os pais.

Dependendo de cada caso, vale considerar que a comunicação também aconteça com mais frequência e não apenas durante as reuniões escolares comuns.

 

Todos ganham com a inclusão!

Se todos aprenderem a enxergar a inclusão social como um aprendizado conjunto, o processo será muito mais vantajoso.

Apesar dos cuidados de que precisam, as crianças especiais na verdade tem muito a ensinar sobre resiliência, respeito e capacidade de se superar!

 

 

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