Como lidar com a infodemia na internet?

Gestão Escolar

Como lidar com a infodemia na internet? Saiba que a educação pode ajudar e muito!

Se você é nosso leitor ou leitora assíduo, já ouviu falar de Infodemia aqui mesmo, no Educador360

Nesse texto anterior, nós apresentamos o conceito de infodemia definido pela Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, trata-se de “uma superabundância de informação, algumas precisas e outras não — que torna difícil para as pessoas encontrarem fontes e orientações confiáveis quando precisam“.

De fato, este ano, com eleições gerais no Brasil, são grandes as chances de vivermos novos surtos de infodemia, com desinformação e informações falsas circulando livremente pela internet.

Por isso, é fundamental estarmos prontos para lidar com ela.

O papel da educação

Assim, alguns de vocês podem estar se perguntando: é papel da educação lidar com a infodemia?

Sim, pois inclusive, isso está previsto na Base Nacional Comum Curricular, a BNCC. 

Acima de tudo, ela prevê, entre as competências gerais da educação básica, o uso crítico e ético das tecnologias digitais de informação e comunicação. Confira o texto da competência geral número 5.

BNCC – Competência Geral número 5
“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”

Em outras palavras, educador e educadora, lidar com a infodemia é parte do nosso trabalho diário.

O que fazer?

Enfim, muitos professores e professoras devem estar se perguntando exatamente isso: o que fazer para lidar com a infodemia?

Afinal, todos nós sabemos que os cursos de formação de docentes não nos preparam para usar e dialogar com as novas tecnologias digitais. Certamente é uma falha que depende de políticas públicas assertivas para ser sanada.

Enquanto elas não chegam, porém, não podemos ficar de braços cruzados. Nesse sentido, como já dissemos naquele outro texto sobre infodemia: “onde falta professor e abunda tecnologia, a aprendizagem naufraga”.

Por isso, nós, que estamos na linha de frente nas salas de aula, temos de buscar formação para nos reciclarmos. Existem já iniciativas gratuitas, mas vamos voltar a isso adiante.

Três eixos

Bom, não é novidade para ninguém que os alunos e alunas aprendem a ser cidadãos na família, na comunidade em que vivem e também na escola, certo? Afinal, ser cidadão, no mundo de hoje, pressupõe saber navegar pelas informações que circulam livremente pela internet.

Dessa forma, pensando nisso, especialistas defendem que a formação de cidadãos digitais aptos a lidar com a infodemia deve ser estruturada em três eixos:

EixoObjetivo
Leitura CríticaFormar alunos e alunas para consumir informações com olhar crítico, sendo capazes de desconfiar, verificar, validar ou rebater a informação
EscritaFormar alunos e alunas capazes de se expressar de maneira assertiva e responsável nas redes.
ParticipaçãoDesenvolver a cidadania e a responsabilidade para compartilhar informações na rede

Educação Midiática

Para formar alunos e alunas que sejam capazes de consumir a informação vinda das diferentes mídias, escolas, educadores e educadoras precisam estar aptos para praticar a educação midiática. Então, como fazemos isso?

Educação Midiática
Conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos — dos impressos aos digitais.

Em outras palavras, trata-se de desenvolvimento de habilidades para consumir conteúdo mediado por tecnologia. Igualmente, isso inclui conteúdo escolar. Afinal, depois da pandemia, a tecnologia entrou no dia a dia das escolas.

Portanto, para ilustrar as habilidades da educação midiática baseadas nos pilares ler, escrever e participar, a equipe do Instituto Palavra Aberta formatou o seguinte gráfico:

Para implementar na prática 

Felizmente, o Instituto Palavra Aberta mantém iniciativas de formação à distância para educadores e educadoras em Educação Midiática. 

Então, confira a seguir alguns materiais que você pode baixar e acessar gratuitamente:

MaterialO que éLink
Guia da Educação MidiáticaUm livro que convida à reflexão sobre a importância e a urgência de prepararmos crianças e jovens para uma relação rica com as mídiashttps://educamidia.org.br/guia
Educação Midiática em RedeUm guia prático para gestores com um passo a passo de como sensibilizar, engajar e/ou formar a comunidade escolar para que a educação midiática seja integrada às práticas pedagógicas.https://educamidia.org.br/gestores
Planos de AulaRoteiros detalhados para praticar a educação midiática na escola, com passo a passo da aula, materiais necessários e sugestões de recursos adicionais.https://educamidia.org.br/planos-de-aula
HabilidadesGráfico com conjunto de habilidades para Acessar, Analisar, Criar e Participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiáticohttps://educamidia.org.br/habilidades

Confira as formações disponibilizadas pelo Instituto Palavra Aberta e comece desde já a formar cidadãos aptos a exercer plenamente o seu papel no século 21.

2 Comentários. Deixe novo

  • Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo
    03/08/2022 13:43

    Esta informação está sendo divulgada para meu cursistas de Curadoria Digital e Recursos Educacionais Aberto do Curso de Especialização em Inovação e Tecnologias na Educação da UTFPR. Esse tema é muito relevante. Porém, gostaria de me posicionar em relação à afirmação “não é novidade para ninguém que alunos e alunos aprendem a ser cidadãos na escola, certo?” Não, o natural é que aprendamos a ser cidadãos na família, na comunidade em que vivemos, e na escola.
    Com graduação em História e Letras e mestrado e Doutorado em Educação pela USP, cuido muito e faço meus estudantes cuidar muito das palavras. Formação, alunos, educadores, são termos que estão ainda presos a uma tendência de ‘reprodução de metodologias” . O mundo atual com todas as suas transformações provocadas pelas tecnologias digitais exige que se trate os “alunos” como estudantes (aqueles que estudam) não os que reproduzem o que os professores pensam e fazem). Requer também que o termo professor não seja substituído pelo termo educador que generaliza a identidade do “professor” que tem a função de ensinar, propiciar que o estudante aprenda por sua própria agência. Agência que pressupõe iniciativa, interdependência e responsabilidade.
    Outro termo que precisa ser repensado é “Reciclagem” . Creio que é mais adequado referir-se ao desenvolvimento profissional docente permanente.
    Essa publicação sobre infodemia é muito relevante e traz as questões cruciais para os professores se prepararem para poderem trabalhá-las com seus estudantes.

    Responder
    • Carolinne Cabral
      04/08/2022 12:46

      Cara(o) professora/professor, graças ao seu comentário atualizamos o texto e, dessa forma, aprimoramos o nosso conteúdo. Obrigado por compartilhar seu conhecimento conosco!

      Responder

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