Setembro Amarelo: saiba como apoiar essa causa

Gestão Pedagógica

Você sabia que a cada 45 minutos um brasileiro tira a própria vida? E que o suicídio é a única causa de mortalidade que não teve redução no número nos últimos 50 anos?

Os dados são preocupantes e alarmantes, já que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. É uma taxa maior do que as mortes por AIDS ou câncer, por exemplo.

#FalarPodeMudarTudo

O silencio contribui para aumentar essa estatística, que por esses números já deveriam ser estímulos suficientes para uma grande mobilização da sociedade com o objetivo de prevenir esse forte avanço em mortes precoces.

Confira o vídeo de Carlinhos Brown e as Vozes do Silêncio, que marca o mês de prevenção ao suicídio.

Por que abordar esse tema na escola?

O assunto, apesar dos avanços, ainda sofre com alguns adversários nessa luta, como os tabus, preconceitos e vergonhas. Por ser tão delicado e complexo, muitos optam por não tocar no assunto e adiar este problema. Com o intuito de reverter esse cenário, conscientizando as pessoas e destacando a importância do falar sobre tema, surge a campanha Setembro Amarelo.

Jovens entre 15 e 25 anos estão na faixa etária mais preocupante, por isso, é importante que o assunto comece a ser debatido cedo, dentro da sala de aula. Para isso, torna-se relevante a participação da escola nesse processo, se mantendo ciente da rotina dos alunos, de forma ativa e compreensiva em cada situação diferente. Para o estudante, é muito importante saber que pode contar com o apoio da sua instituição para falar sobre o tema, seja com o corpo docente, coordenação ou gestores.  

Como o suicídio pode ser abordado dentro da escola?

O suicídio é um assunto complexo, pois ninguém se mata por um único motivo, mas a prevenção é possível. Do mesmo modo, para fazer a diferença em sua escola, as ações implementadas precisam ter uma abordagem de forma que todos entendam que não há a necessidade de nenhum tipo de julgamento. Crie situações que estimulem os alunos a combater processos de estigma e qualquer tipo de discriminação relacionados ao assunto. Divulgar que a instituição não tolera esse tipo de situação é um passo importante.

Confira algumas ideias para implementar o Setembro Amarelo em sua escola:

Dialogar e expressar os sentimentos

Como visto no vídeo de Carlinhos Brown, Falar Pode Mudar Tudo, e esse é o primeiro passo para buscarmos soluções para o problema. Assim, permitir que os alunos possam ter maiores oportunidades para dialogar e expressar os sentimentos sem receber críticas, é interessante para entender que, quem passa pelo problema não escolhe aquilo para a sua vida. Para que sua escola entenda como estão os alunos e o que eles pensam a respeito do tema, criar um espaço aberto para a conversa facilita nessa percepção do problema e na busca de uma solução mais rapidamente.

Programações extraclasse

Incentivar as relações interpessoais entre os alunos é a ideia desse item. Promover caminhadas em parques públicos, passeios ciclísticos e atividades que estimulem a interação dos alunos entre si, com convívios amistosos e prazerosos, bem como a convivência da comunidade escolar em eventos que favorecem a qualidade de vida e o bem-estar entre famílias, educadores, funcionários e alunos.

Comunicação visual

A informação é fundamental, assim, utilizar materiais de comunicação do setembro amarelo em todos os canais de sua escola é um importante ponto de partida para a compreensão do assunto. Murais, cartazes, panfletos, comunicados nas agendas (físicas ou digitais), postagens e anúncios nas redes sociais asseguram ainda mais que seus alunos serão impactados independentemente de onde eles estejam. Atrair a atenção dos jovens para o tema e fazê-los entender que sua escola se importa com o que ele passa é fundamental.

Palestra e mesa-redonda

Durante todo o Setembro Amarelo, diversas ações estão sendo vistas em todo o Brasil. Dessa forma, aproveite para chamar a atenção dos seus alunos para esse problema, capacitando sua escola para identificar sinais de risco e oferecendo ajuda, caso necessário. Como este assunto é tão delicado, pois toca questões de escolhas, crenças e barreiras sociais, contratar profissionais de psicologia para palestrar e debater o assunto, ou pessoas que trabalham na prevenção do suicídio, como voluntários do próprio CVV (Centro de Valorização da Vida) ou outra entidade local, pode ser uma boa solução.

Assim, os profissionais podem expor os sinais de risco e ensinar os jovens a identificá-los, além de mostrar possíveis soluções, como: terapia, exercícios físicos, medicamentos apropriados (como em alguns casos de depressão), mudanças nos hábitos alimentares, entre outras.

Sinais de risco nos alunos

Aquele que precisa de ajuda pode dar alguns sinais que, se identificados, auxiliam na prevenção do suicídio. Vale ressaltar que isso não é uma regra, ou seja, não existe uma “receita” para detectar uma crise suicida, mas podem ser um forte indicativo de que a pessoa precisa de uma assistência. Esteja atento a eles:

– Abandono de amizades e atividade sociais;
– Perda de interesse por atividades que antes traziam prazer;
– Não mostrar interesse com responsabilidades diárias, como os estudos;
– Demonstrar desequilíbrio emocional como agitação, irritabilidade ou agressividade;
– Alteração de padrão de sono, vindo mais sonolento para a escola;
– Queda no rendimento escolar;
– Falar constantemente de temas ligados a morte;
– Consumir álcool ou drogas em excesso.

Atenção à comunicação não verbal dos alunos, como o olhar, a postura e os gestos. Veja também como identificar, prevenir, combater o bullying e agressões na escola.

A psicopedagogia dentro da escola

Sabendo que a escola é a grande responsável por parte da formação do ser humano, trabalhar a psicopedagogia pode prevenir possíveis problemas. As vantagens do psicopedagogo são inúmeras, conheça algumas delas:

– Orientação dos pais e responsáveis: é importante que os familiares estejam próximos e cientes do que os alunos estão passando naquele momento, compreendendo que não é uma escolha.

– Auxiliar os educadores e demais profissionais: com isso, todos saberão, minimamente, o que fazer quando algum dos alunos buscá-los para conversar.

– Colaborar com os diretores e alta gestão escolar: é possível garantir um bom relacionamento entre todos os integrantes da instituição.

– Pronto atendimento aos alunos: entender, não julgar e ajudar. O psicopedagogo vai estar presente quando o aluno precisar dele. 

Cada aluno possui um histórico, uma necessidade e uma expectativa única quando se relaciona com o outro, bem como com o professor, tornando mais difícil para a escola e educadores perceberem os sinais. Assim, ajuda profissional auxiliará neste processo de inclusão e parceria entre os vários interlocutores com os alunos. O importante é mostrar que realmente se importa. Falar sobre o ato não é promovê-lo, muito pelo contrário.

Apoie o Setembro Amarelo em sua escola identificando o @setembroamarelo e @cvvoficial em todas as iniciativas e ações com seus alunos.

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