Qual é o maior desafio na volta à escola?

Gestão Escolar

Qual é o maior desafio na volta à escola? Essa pergunta é para você, que é professor ou professora e está retornando ao atendimento presencial: Qual é o maior desafio na volta à escola?

Seriam os riscos à saúde física dos educadores e educadoras? Seria a falta de motivação dos alunos? Ou ainda as desafasagens de aprendizagem causadas pelo distanciamento físico? O que os professores e professoras, grandes atores no palco do retorno presencial às escolas, pensam e enxergam como desafios nesse momento de retomada?

Para responder a essas perguntas, o Instituto Península realizou uma pesquisa com mais de 2.500 educadores, educadoras, gestores e gestoras escolares das redes públicas municipais, estaduais e das redes privadas de todo o país. O estudo, denominado Desafios e Perspectivas da Educação: uma visão dos professores durante a pandemia (clique no link para acessar a pesquisa completa), foi conduzido na primeira quinzena de setembro.

Confira a seguir os maiores desafios na volta à escola, segundo os próprios professores e professoras:

1. Saúde mental de alunos e professores

Segundo o levantamento, 99% dos professores brasileiros já foram imunizados com ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19. Mesmo assim, muitos demonstraram enorme preocupação com medidas que precisam ser tomadas para que se sintam seguros nas salas de aula. Entra essas medidas, destacaram-se a garantia dos protocolos e a manutenção de distância entre os alunos. Além disso, 57% dos professores declararam que gostariam de receber apoio psicológico e emocional para lidar com as questões trazidas pela pandemia e poder estar bem emocionalmente para garantir a aprendizagem dos alunos.

2. Defasagens de aprendizagem

Os obstáculos do ensino à distância, após o fechamento das escolas, geraram grande defasagem de aprendizagem entre os alunos de uma mesma turma. Para 57% dos professores, recuperar essas defasagens está entre os maiores desafios a serem enfrentados no retorno ao espaço físico escolar.

3. Falta de motivação dos alunos

Grande parte dos professores (79%) acredita que os alunos estão felizes em retornar para a escola. Apesar dessa alegria geral, porém, as crianças e jovens estariam retornando mais desmotivadas para a aprendizagem, na visão de 53% dos professores entrevistados.

4. Acolhimento dos alunos ­e das famílias

O retorno às escolas não pode ser um movimento automático, retomando o atendimento presencial do ponto onde ele parou em 2020, como se nada tivesse acontecido. Para 58% dos professores, é importante pensar em estratégias de acolhimento de crianças e jovens e no envolvimento das famílias para retomar a motivação dos alunos.

5. Agregar o uso da tecnologia

A incorporação da tecnologia à rotina pedagógica foi imposta pela pandemia e muitos professores sofreram, num primeiro momento, para aprender a usar os diferentes recursos. Agora, porém, 51% dos professores acreditam que as tecnologias devem ser mantidas de alguma forma para apoiar o uso de diferentes metodologias de ensino que ajudem na recuperação das defasagens de aprendizagem.

6. Manutenção do ensino híbrido

Após um ano e meio em contato direto com a tecnologia, 59% dos professores defendem formatos híbridos de ensino como ferramenta para personalizar o desenvolvimento dos alunos e como estratégia de inovação.  Para 62% dos professores, o ensino híbrido melhora a autonomia dos estudantes e 58% entendem que ele estimula a curiosidade.

7. Prática de esportes ­

Durante o longo fechamento das escolas, muitas crianças ficaram dentro de casa, mais expostas às telas e fisicamente menos ativas. Por isso, para 97% dos professores, a prática de esportes deve ter papel predominante no retorno às aulas presenciais. Para esses professores, além de ajudar a diminuir a evasão escolar, a prática de esportes desenvolve habilidades socioemocionais e melhora as condições da saúde física e mental dos alunos.

Para conferir a pesquisa completa realizada pelo Instituto Península, clique aqui.

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