Ômicron e a volta às aulas

Gestão Escolar

O início do ano letivo de 2022 e a volta às aulas vão exigir muita atenção por parte de gestores escolares e professores. Uma onda de contaminações por Covid varreu o mundo na passagem de ano. O Brasil não foi exceção. Desta vez, as crianças estão entre os alvos prioritários da variante Ômicron.

Isso vai colocar todas as escolas em alerta. Deve, inclusive, retardar a reabertura de escolas nos Estados que ainda não tinham decidido pela retomada do atendimento presencial. E pode retardar o retorno presencial também nos Estados que já haviam optado pela retomada completa.

Confira a seguir as respostas para algumas dúvidas frequentes entre as equipes pedagógicas que preparam o início do ano letivo. Se você tiver alguma pergunta, envie nos comentários que nossa equipe tentará respondê-la.

Qual a gravidade dessa nova onda? 

Em termos de contágio, a variante Ômicron do vírus Sars-Cov-2 é muito mais rápida do que as variantes anteriores. Por isso ela se tornou dominante no país, sendo responsável por 94% dos novos casos de contágio registrados nas duas primeiras semanas do ano. A boa notícia, porém, é que ela tem se mostrado bem mais branda, com sintomas mais leves e menor número de internações. As pessoas que precisam de hospitalização, em geral, apresentam um quadro menos grave e o número de óbitos não aumentou no mesmo ritmo das ondas anteriores. 

As crianças estão sendo mais contaminadas agora?

Sim, um dado especialmente preocupante para as escolas nessa nova variante é o fato de que, pela primeira vez, a taxa de contaminação entre as crianças é bem mais alta. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de crianças internadas com Covid dobrou em apenas uma semana, chegando a 4 mil na primeira semana de janeiro – um recorde em toda a pandemia. Lá, a Ômicron já era responsável por 95,4% dos novos casos da doença. Os dados são do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Quantas crianças foram contaminadas pela Ômicron no Brasil?

Infelizmente, devido ao apagão de dados do Ministério da Saúde, não há números confiáveis sobre a taxa de contaminação de crianças no Brasil. Reportagens dos principais jornais brasileiros, porém, mostram o aumento do atendimento de crianças nos principais hospitais públicos e privados das capitais brasileiras.

Por que a Ômicron contamina mais as crianças?

Um dos fatores que contribui para o aumento de casos entre as crianças é o fato de esse grupo ter sido o último a entrar em processo de vacinação, o que o deixa mais vulnerável. No início da pandemia, o grupo prioritário do vírus eram os idosos. Por isso eles foram os primeiros a receber a vacina. Quando a imunização desse grupo aumentou, o vírus fez o que os cientistas chamam de desvio padrão e passou a contaminar mais jovens e adultos. Agora, com esse segundo grupo também imunizado, o novo desvio padrão levou o vírus na direção das crianças.

As escolas terão de voltar ao atendimento remoto?

Essa possibilidade existe, mas ainda depende de uma série de fatores, como a velocidade da vacinação no grupo de 5 a 11 anos, e do comportamento da taxa de novos casos ao longo de janeiro. Nos Estados Unidos, onde as férias de fim de ano são curtas, o retorno às aulas foi suspenso em alguns Estados. O temor é de que as crianças atuem como vetores assintomáticos, transmitindo a doença para grupos de risco.

De forma geral, porém, os cientistas afirmam que não há necessidade de lockdown desta vez, porque a gravidade da Ômicron é menor, uma grande parcela da população brasileira está vacinada, e os sistemas de saúde não estão atingindo o seu limite. O mais provável é que o retorno presencial às aulas seja mantido, ou no máximo adiado. Se a volta for confirmada, será importantíssimo observar os cuidados sanitários, como higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, uso de máscaras e distanciamento entre as crianças.

A vacinação vai diminuir a contaminação das crianças?

Assim como já aconteceu com os demais grupos, a vacinação em massa pode deter a disseminação de Covid entre as crianças. Os médicos relatam casos cada vez mais frequentes de famílias em que os filhos testam positivo, mas os pais vacinados não pegam a doença. Isso indica a eficiência da vacinação para deter a doença.

Quando as crianças serão imunizadas no Brasil?

Infelizmente, as aulas serão retomadas com a imensa maioria das crianças de 5 a 11 anos sem vacinação e as escolas devem se preparar para enfrentar um primeiro semestre com muitos alunos não imunizados nessa faixa etária. O Ministério da Saúde esperava receber 3,7 milhões de doses pediátricas do imunizante da Pfizer até o fim de janeiro e elas seriam distribuídas de forma proporcional entre os estados. Até março, a expectativa do ministério era receber 20 milhões de doses, mas esse montante seria suficiente para imunizar apenas metade das crianças brasileiras nessa faixa etária.

Por quanto tempo ainda teremos de conviver com essa pandemia?

Essa é uma pergunta de difícil resposta, mas as perspectivas são promissoras com o aumento da vacinação. Analisando o comportamento da variante Ômicron, que apesar de mais veloz na transmissão é menos grave no desenvolvimento da doença, os cientistas acreditam que a Covid está no caminho de se tornar uma doença endêmica e não mais epidêmica ou pandêmica. Há até quem afirme que 2022 será o último ano da pandemia de Covid-19.

2 Comentários. Deixe novo

  • Márcia Carvalho freitas
    01/02/2022 22:59

    Como fica as crianças com.menos de 5 anos, a obrigatoriedade da frequência às aulas inicia com 4 anos e frequentar escola sem estar umunizado?

    Responder
  • Se continuar essa covardia de peitar queiroga e guedes e damares e toda corja anti vacina, anti vida esse corona vai continuar mutando ate virar uma cepa do juizo final a tal de omega dai vai ser o fim de todo mundo sem deus que acuda.
    Ajudem nossas crianças ajudem a si mesmos.
    Vacinem e faxinem Brasilia.

    Responder

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