Educação e meio ambiente: A importância de pensar o bem-estar individual, coletivo e planetário

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Educação e meio ambiente: A importância de pensar o bem-estar individual, coletivo e planetário.

Você sabia que no dia 28 de julho de 2022 o mundo atingiu o Dia da Sobrecarga na Terra? 

Isso significa que naquele dia, nós, seres humanos, havíamos consumido a quantidade total de recursos que o planeta leva um ano para produzir.

O indicador é elaborado em conjunto pelo World Wildlife Fund (WWF) e pela Global Footprint Network. O resultado registrado este ano (2022) indica que no ritmo atual, a humanidade precisaria de 1,75 planeta terra produzindo os recursos que são consumidos a cada ano.

Como a Terra não consegue aumentar a produtividade de seus recursos naturais, e como não existe um “planeta B” para ajudar a manter nosso atual padrão de consumo, só resta uma saída para essa situação: a educação para uma vida sustentável.

Por isso, no nosso post de hoje, vamos abordar a relação entre educação e meio ambiente e a importância de pensar no bem-estar individual, coletivo e planetário.

Esgotamento da Terra

Antes de entrarmos no tema, porém, confira no gráfico os Dias do Esgotamento na Terra desde 1971.

Como você pode ver pelo gráfico, a última vez em que o Dia da Sobrecarga da Terra aconteceu no mês de dezembro foi em 1972. 

Em 50 anos, portanto, a humanidade aumentou seu consumo de forma tão desenfreada que hoje esgotamos tudo o que a natureza é capaz de produzir em apenas 7 meses. 

Se esse ritmo for mantido, em mais 50 anos o Planeta estará praticamente esgotado em termos de produção de recursos.

Daí a importância de começarmos a educar as futuras gerações para uma mudança na forma de consumir os recursos.

O bem-estar individual

Todas as ações que resultam em degradação da natureza – desmatamento, mineração, pesca predatória, uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, descarte de materiais não degradáveis – são motivadas por uma necessidade: a manutenção dos padrões de consumo dos seres humanos.

Partindo desse pressuposto, um caminho para reduzir o ritmo de degradação é educar as gerações futuras para um consumo mais consciente e responsável.

Reduzir os padrões de consumo fatalmente exigirá sacrifícios individuais de cada um de nós em termos de bem-estar e conforto.

Para ficarmos num exemplo básico: o uso de automóveis particulares. 

Será que todos nós precisamos ir de carro todos os dias para a escola? A troca do meio de transporte por modalidades coletivas – como ônibus e metrôs – ou individuais que não gerem emissão de gases e consumo de petróleo, como bicicletas, por exemplo, seria um sacrifício individual importante na redução do consumo dos recursos da natureza.

Despertar a consciência para o papel de cada um na preservação do planeta é um dos objetivos da educação na luta pelo meio ambiente.

O bem-estar coletivo

Nós vivemos sobre a Terra interligados numa grande rede invisível. As atitudes de cada pessoa em sua relação com o meio ambiente afetam o bem-estar de todos os seres humanos.

Sacrifícios pessoais do bem-estar individual, portanto, levam a uma melhoria do bem-estar coletivo. 

Preocupar-se com o todo é uma habilidade socioemocional que a educação deve desenvolver em jovens, em crianças e também em adultos em busca da meta de diminuir o consumo dos recursos naturais da Terra.

O desenvolvimento do sentimento de responsabilidade coletiva vem acompanhado por outros benefícios. 

Quando a pessoa passa a se preocupar com a comunidade em que vive, ela adota um estilo de vida ético não apenas em relação ao meio ambiente, mas também em relação às demais pessoas da sua comunidade e na forma de interagir com bens públicos.

Bem-estar planetário

Embora sejamos os únicos racionais, os seres humanos não são a única espécie a viver sobre a face da Terra. 

Somos a única, porém, cujo estilo de vida ameaça de forma definitiva a existência das demais.

Nossas atitudes e padrões de consumo já levaram à extinção de 311 espécies de vertebrados desde 1500. 

Esse número, porém, pode estar desatualizado. 

A comunidade científica resiste muito em declarar a extinção de uma espécie porque é praticamente impossível ter certeza absoluta de que não resta mais nenhum animal vivo.

Segundo o estudo mais recente sobre o tema, publicado em maio na revista científica Animal Conservation, existem atualmente 32.802 espécies ameaçadas na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza. Desse total, 562 foram classificadas como desaparecidas, porque nenhum animal da espécie é visto há mais de 50 anos. Ou seja, podem estar extintas.

Um exemplo de como o bem-estar planetário é importante para a nossa existência sobre a Terra pode ser o caso dos oceanos.

Quando descartamos incorretamente embalagens de plástico que vão parar nos oceanos, por exemplo, colocamos em risco a vida das espécies marinhas. E podemos colocar em risco a nossa própria saúde. 

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, 11 milhões de toneladas de plástico são despejadas nos oceanos anualmente. 

Esse plástico se quebra em microfragmentos que são consumidos pelos peixes que nós comemos em nossas refeições.

Educação Socioemocional

Ao despertar valores éticos e coletivos em crianças e jovens, a educação socioemocional pode ser uma grande aliada da educação ambiental. 

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