Como a educação socioemocional pode combater a depressão? 

Gestão Escolar

Como a educação socioemocional pode combater a depressão? 

No nosso texto da semana passada, você ficou sabendo que 7 em cada 10 crianças e jovens matriculados na rede estadual de São Paulo apresentam sintomas de depressão em nível alto.

Desde a pandemia, porém, a depressão não é uma condição exclusiva entre os alunos.

Uma pesquisa realizada em 2021 pela Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação mostrou que 49% dos entrevistados haviam precisado de pelo menos uma licença por problemas de saúde mental naquele ano. O estresse e a depressão eram causados pelo retorno às salas de aula no contexto da pandemia de Covid-19.

O mal do século

Faz alguns anos já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o crescimento da depressão como transtorno de saúde mental ao redor do mundo.

De acordo com o dado mais recente da OMS, divulgado em setembro de 2021, aproximadamente 280 milhões de pessoas sofrem de depressão ao redor do mundo.

Os sintomas mais frequentes foram listados no nosso texto mais recente sobre o tema: “Depressão em sala de aula: saiba identificar os sintomas”.

Prevenção

Ainda de acordo com a OMS, existem maneiras de atuar de forma preventiva para combater a depressão. ​​”Abordagens comunitárias eficazes incluem programas escolares para melhorar um padrão de enfrentamento positivo em crianças e adolescentes”, afirma o relatório da OMS.

Em outras palavras, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais desde a infância pode contribuir de maneira efetiva para prevenir a depressão entre crianças e jovens.

Educação Socioemocional

Desde de 2018, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) implementou as competências socioemocionais dentro das competências e habilidades gerais. Desde então, discorrer sobre essa temática envolve falar sobre educação das emoções e também de relações interpessoais.

Nesse contexto, a educação socioemocional se transforma num instrumento fundamental para combater a depressão, não só entre os alunos, como também entre os professores.

Sua efetividade reside no fato de que o objeto próprio da educação socioemocional é o desenvolvimento da inteligência que nos permite compreender e atuar sobre nossas emoções.

Por meio de um programa estruturado de Educação Socioemocional que inclua a formação de professores e professoras, tanto estudantes quanto educadores desenvolvem:

  • Autoconhecimento – Capacidade de conhecer suas limitações e fortalezas e reconhecer as próprias emoções.
  • Autorregulação – A partir do autoconhecimento, melhoramos nossa capacidade de lidar com nossas próprias emoções.
  • Automotivação – Uma poderosa habilidade para prevenir a depressão está na nossa capacidade de nos motivarmos e de nos mantermos motivados.
  • Habilidades sociais – A ampliação da nossa capacidade de interagir e trabalhar com os outros melhora nossa saúde mental.

O Programa MenteInovadora

Criado pela Mind Lab, empresa líder no mundo em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras, o Programa MenteInovadora é uma metodologia estruturada para desenvolver em alunos, familiares e professores habilidades e competências socioemocionais. 

Concebido de forma integrada ao currículo e à BNCC, o Programa MenteInovadora também forma os professores que atuarão como mediadores. 

Assim, não só os alunos e alunas se desenvolvem, como também os professores mediadores. Todos desenvolvem suas habilidades socioemocionais em conjunto.

Como funciona?

No dia a dia da escola, o MenteInovadora utiliza jogos de raciocínio que são aplicados pelos professores mediadores formados pela Mind Lab. 

A aula começa com uma introdução sobre o tema a ser trabalhado. Em seguida, os alunos jogam em duplas ou em grupos o jogo proposto. A ideia é permitir que eles vivam no ambiente seguro e controlado do tabuleiro situações semelhantes às vividas no mundo real. 

Durante as partidas, o professor mediador faz perguntas organizadoras do pensamento, gerencia debates, indica possíveis caminhos e promove reflexões que levam a autoconhecimento. 

Os alunos desenvolvem, dessa forma, métodos e estratégias para melhor lidar com os desafios emocionais.

A aula é encerrada com reflexões coletivas sobre as experiências vividas.

Um grande aliado nesse processo são os Métodos Metacognitivos, que nos ajudam a entender como se organizam nossos pensamentos, sentimentos, atitudes e ações diante das emoções.

Os métodos metacognitivos

Utilizados de maneira intencional, os métodos metacognitivos são excelentes ferramentas para induzir o autoconhecimento e autocontrole sobre nossas emoções e sentimentos.

Veja abaixo como alguns Métodos Metacognitivos do Programa MenteInovadora facilitam o desenvolvimento das habilidades citadas acima:

  • Autoconhecimento – Com o Método Metacognitivo do Espelho desenvolvemos o autoconhecimento e aprendemos a reconhecer nossas próprias emoções.
  • Autorregulação – Com o Método Metacognitivo do Semáforo aprendemos a refletir sobre nossas reações emocionais antes de responder a determinadas situações e, dessa forma, desenvolvemos nossa capacidade de lidar com as próprias emoções.
  • Automotivação – Métodos Metacognitivos como o da Escada e o da Filmadora nos ensinam a traçar planos que contribuem para nos manter motivados na resolução de obstáculos.
  • Habilidades sociais – Métodos como o do Alpinista, do Equilibrista e o das Aves Migratórias, por exemplo, nos ajudam a desenvolver a capacidade de analisar problemas, traçar estratégias e trabalhar em grupo, desenvolvendo as interações sociais.

Conheça mais sobre o Programa MenteInovadora e descubra como ele pode ajudar você e seus alunos a enfrentar o fantasma da depressão.

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