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Socioemocional na escola: práticas, atividades e como aplicar no dia a dia

Socioemocional na escola práticas, atividades e como aplicar no dia a dia

Socioemocional na escola: práticas, atividades e como aplicar no dia a dia

O colégio é um ambiente social complexo para crianças e adolescentes. Ali, elas interagem, celebram conquistas, enfrentam conflitos e constroem algumas das suas relações mais significativas. O socioemocional na escola permite que elas vivam essas situações com segurança e autonomia.

Para desenvolver as habilidades socioemocionais dos alunos, é necessário um processo intencional e contínuo, conduzido pela equipe pedagógica. Ao estruturar práticas e rotinas que promovem empatia, autocontrole, convivência e colaboração, a escola pode realmente contribuir para a formação integral dos estudantes.

É por isso que o aspecto socioemocional está presente em todas as competências gerais da BNCC. Neste texto, você aprenderá estratégias para fazer, transformando as situações cotidianas em oportunidades de aprendizado. 

O que é socioemocional na escola?

Socioemocional na escola refere-se ao conjunto de habilidades para compreender, gerenciar e expressar emoções, colaborar e conviver harmoniosamente. Ou seja, é uma área bastante ampla, com saberes que atravessam toda a formação dos estudantes.

No ambiente escolar, o socioemocional está presente em diversas atividades: esperar a vez para falar, dividir os materiais, fazer um trabalho em grupo, prestar atenção no que o colega fala, saber ganhar e perder na educação física…

Todas essas situações exercitam competências socioemocionais, como autocontrole, gestão emocional, empatia e escuta ativa. 

Muitas vezes, os alunos simplesmente executam as ações, sem muita consciência de suas emoções ou comportamentos. Os professores devem participar do processo, guiando e incentivando um olhar mais atento para si e para os demais colegas.

Os pilares do socioemocional na prática escolar

A CASEL, ONG estadunidense, define cinco pilares das dinâmicas socioemocionais: autoconhecimento, autogestão, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável.

Essa categorização é frequentemente adotada por entidades da educação brasileira. O site da BNCC faz isso, inclusive.

Os pilares conectam-se diretamente a uma ideia de formação integral, que forma o estudante nas esferas cognitivas, sociais, emocionais e éticas. Neste contexto, a escola é responsável por formar estudantes capazes de agir com autonomia diante dos desafios da vida adulta. 

Trabalhar os pilares do socioemocional na escola se reflete positivamente de várias formas:

  • Cria um ambiente saudável;
  • Promove uma cultura de igualdade e aceitação;
  • Previne conflitos e bullying;
  • Estabelece laços positivos entre professores e alunos;
  • Estimula a colaboração entre os colegas.

Como trabalhar o socioemocional em sala de aula

Professores podem abordar o desenvolvimento socioemocional na escola por meio de dinâmicas, projetos e atividades específicas ou em projetos maiores integrados às disciplinas regulares.

Algumas das abordagens mais efetivas para desenvolver competências socioemocionais são:

  • Rodas de conversa, para que alunos compartilhem suas experiências diante dos desafios (como uma nova matéria ou prova difícil);
  • Abordagem socioemocional dentro das disciplinas regulares, por meio de atividades em grupos e projetos interdisciplinares;
  • Práticas de metacognição e autorreflexão, como diários emocionais e momentos de reflexão;
  • Mediação de conflitos como forma de aprendizagem, buscando entender em vez de punir;
  • Estratégias práticas de autorregulação emocional, como técnicas de respiração, pausas conscientes e expressão de sentimentos diante das tensões do cotidiano.

Veja abaixo alguns detalhes e exemplos práticos para implementar. 

As atividades socioemocionais mais comuns e eficazes

Entre as práticas mais comuns para promover as habilidades socioemocionais dos alunos, temos:

  • Dinâmicas em grupo, como jogos cooperativos, atividades de coordenação em dupla, e sorteio de equipes, para evitar sempre os mesmos grupinhos;
  • Espaços para expressar sentimentos, como rodas de conversa, fazer um “diário de emojis” para representar o humor no início e no fim do dia, debates sobre situações marcantes do cotidiano;
  • Tarefas colaborativas, como grupos de estudo montados pelo professor ou projetos interdisciplinares, atividades práticas com divisões de papéis;
  • Projetos de convivência para melhorar o ambiente em sala, como murais de reconhecimento, duplas de apoio com pares rotativos para se ajudar nas atividades e diário dos pequenos atos de gentileza.
  • Jogos educativos, como correr com os tornozelos amarrados, passar objetos sem deixar cair, jogos de imitação e raciocínio.

Os estudantes estarão focados nas atividades, enquanto o professor orienta sobre como interagir, se expressar e compreender os colegas.

Projetos socioemocionais na escola

Além das atividades em sala, é possível criar projetos amplos para desenvolver o socioemocional na escola. São eventos recorrentes, que ocorrem ao longo de dias ou semanas. 

Podem ser semanas temáticas sobre temas socioemocionais, clubes de convivência, grupos de mediação e debate, mentorias para provas difíceis, como Enem ou vestibulares de universidades federais, gincanas com grupos compostos por estudantes de turmas diferentes, entre outras.

Geralmente, os passos para criar um projeto socioemocional escolar são:

  • Diagnóstico do clima escolar;
  • Identificação dos objetivos socioemocionais a serem desenvolvidos;
  • Planejamento de atividades que se integrem à rotina;
  • Formação da equipe de professores que conduzirá os trabalhos;
  • Integração com o currículo da escola;
  • Aplicação e análise de resultados.

A vantagem de atividades desse tipo é que elas apoiam a formação de uma cultura de valorização do aspecto socioemocional dos estudantes. 

Quem pode trabalhar o socioemocional na escola

Diferentes atores têm papel nesse processo:

  • Professores, como mediadores das interações e facilitadores das atividades;
  • Coordenadores pedagógicos, como articuladores de todo o programa socioemocional;
  • Equipe gestora, que fornece infraestrutura, apoio institucional e continuidade das práticas;
  • Profissionais de apoio, como orientadores e psicopedagogos, por meio do suporte emocional e acompanhamento individual, quando necessário.

De certa forma, todos os membros da comunidade escolar podem apoiar, por meio da participação constante, dos feedbacks e da construção prática de uma cultura de cuidado com as emoções e as interações sociais. 

As orientações da BNCC e da LDB 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) considera o desenvolvimento socioemocional na escola uma obrigação. O documento não detalha competências específicas nem apresenta um programa específico para elas.

Em vez disso, considera que o âmbito socioemocional deve ser transversal, permeando todo o currículo educacional. 

Ou seja, habilidades de empatia, autonomia, relacionamento e tomada de decisão responsável estão sob responsabilidade de professores de física, matemática, artes, português, etc. Não há um responsável único, nem “momentos socioemocionais” na escola.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) apoia a formação integral. O texto não menciona diretamente as competências socioemocionais, mas explica que os alunos devem ser preparados para o exercício da cidadania e para o mercado de trabalho. 

Logicamente, para que isto ocorra, é necessário o desenvolvimento socioemocional.

Soluções MindLab para o desenvolvimento socioemocional na escola

A MindLab desenvolve projetos específicos para apoiar professores e gestores nas dinâmicas socioemocionais na escola.

Nossas principais soluções são o MenteInovadora e o Ginga Socioemocional. Eles combinam jogos pedagógicos e práticas metacognitivas para estimular habilidades importantes, como autoconhecimento, empatia, comunicação, tomada de decisão responsável, criatividade e pensamento estratégico.

Os programas incluem a implementação, o acompanhamento e a formação continuada de professores. Escolas de diversos estados já adotam estas soluções e percebem impactos positivos no clima escolar e no desempenho dos estudantes.

Conheça nossas soluções e entenda como elas podem tornar sua escola mais colaborativa e melhor preparada para os desafios acadêmicos, sociais e emocionais.

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